terça-feira, 4 de outubro de 2011

Semáforos na Guiné-Bissau

Achei muito interessante a postagem de JOBAPICA do dia 3 de outubro de 2011 do Blog:  http://www.novasdaguinebissau.blogspot.com/, com o titulo: "Primeiros semáforos do país atraem curiosidade e confusão no trânsito da capital", é uma informação sobre o início do sistema de sinalização por Semáforos. 
Dia 31 de setembro de 2011, na pagina "Missões na Guiné-Bissau", nós já postamos fotos da avenida, das passarelas e dos Semáforos. Para lembrar, coloquei duas dos semáforos de minha autoria.



Vou colocar o comentario do Blog http://www.novasdaguinebissau.blogspot.com/
 para vocês que seguem nosso Blog, sem intenção nenhuma de plagio, pois coloquei na integra todo o comentario do  autor, aconselho voces acessarem o Blog: http://www.novasdaguinebissau.blogspot.com/, além desse comentário, tem outras postagens excelentes, somos seguidores dele...

Tentei enviar um e-mail  e comentar para o Blog: http://www.novasdaguinebissau.blogspot.com/, mas sem sucesso, portanto se o autor tomar conhecimento desta postagem, e nao estiver de acordo, eu tirarei imediatamente do meu Blog...

Rachel Peres de Souza

Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011


Primeiros semáforos do país atraem curiosidade e confusão no trânsito da capital

A capital da Guiné-Bissau recebeu os seus primeiros semáforos, mas em vez de se tornarem instrumentos para melhorar o trânsito automóvel, na realidade causam curiosidade e confusão no tráfego.
Em regime experimental há uma semana, os semáforos, colocados no âmbito da melhoria da via rodoviária  da principal avenida da capital guineense, causam curiosidade tal que muitas pessoas passam alguns minutos junto aos postes onde se encontram as luzes só para verem o piscar automático das cores vermelha, amarela e verde.
O problema é decifrar a informação que é dada por cada cor, pois, às vezes, acende o vermelho e lá estão alguns condutores a acelerar para passar, justamente na altura em que os peões, que também desconhecem a ordem dada pelas luzes, tentam atravessar a avenida
O que tem salvado essas situações é que tudo é feito sem pressas. As gargalhadas, tanto dos condutores como dos transeuntes, têm sido regra para acalmar essas hilariantes situações frequentes nos cruzamentos onde existem os semáforos.
Um elemento da direção dos serviços de Viação e Transportes Terrestres disse à Lusa que grande parte dos motoristas “nunca conduziu um carro numa estrada com semáforos”, daí a confusão na estrada.
A Polícia de Trânsito também se vê aflita para tentar regular as complicações na via. Às vezes também os agentes se enganam com a informação que transmitem aos utentes da via.
“Estava a luz vermelha acesa no semáforo e manda-me avançar um agente do trânsito. Não obedeci porque ele estava errado”, contou Alfa Djaló, um taxista que trabalha na avenida Combatente da Liberdade da Pátria.
A confusão dos agentes do trânsito não se fica apenas nos semáforos, também ela é notada na sinalização, pois agora a estrada que liga o mercado do Bandim ao aeroporto de Bissau, numa extensão de cerca de oito quilómetros, possuí sinais e travessias para os peões.
“Noutro dia por pouco não atropelei uma velhota que estava a atravessar a avenida. Dizia ela que os jovens, que ali se encontravam nos postes dos semáforos, mandaram-na passar, dizendo que o semáforo, que estava verde, era para as pessoas atravessarem”, relatou um jornalista da Rádio Nacional.
José Monteiro, um analista guineense, recomenda uma sensibilização à população sobre a forma de atravessar a via mas também propõe uma “ação urgente” de reciclagem aos agentes do trânsito.
Seja como for, a novidade continua. Já se fala em Bissau que algumas pessoas do interior viajam para a capital do país de propósito para verem os primeiros semáforos do país.

http://www.novasdaguinebissau.blogspot.com/ 

sábado, 13 de agosto de 2011

Agradecer na Guine

Cada povo tem sua maneira de agradecer por algo que recebe, as vezes a cultura guineense nos choca nesse particular, quantas vezes damos algo para alguma pessoa (não todas), e ela apenas pega e nem ao menos nos fala obrigado, ainda não entendi bem o porque dessa atitude, ainda estou perguntando para um aqui, outro ali até descobrir. Mas o guineense tem uma maneira de agradecimento que eu gosto demais, foi uma das primeiras coisas que aprendi quando aqui cheguei no ano de 1993. Comecei observar que quando eu dava alguma coisa para alguém, principalmente para crianças e pessoas idosas, elas sempre estendiam as duas mãos abertas e juntas  para receber o oferecido a elas, descobri que esse gesto é o mesmo que falar obrigado. Apesar de ter passado todos estes anos, esse costume ainda está vivo entre o povo, há alguns meses, após comprar alguns legumes, ao pagar a vendedora, ela fez esse gesto para receber o dinheiro, eu apenas observei sem falar nada pois eu já sabia o significado. Ela olhou bem para mim e disse-me: A senhora viu como eu peguei o dinheiro? Eu disse: Sim! E ela continuou, eu peguei com respeito, dinheiro é difícil de conseguir tem que respeitar e dar valor! Gostei muito dessa explicação, me fez ver com muito carinho certos costumes que só com o passar dos anos nós entendemos...

Mãos juntas para receber o que é oferecido.

Rachel Peres de Souza

domingo, 31 de julho de 2011

Malê...

Hoje, 31/07/2011, fomos no culto na igreja Bambadinca II. Lá estava a irmã Malê,

uma senhora idosa, “minjer garandi” como se fala aqui na Guiné, ela é sempre muito disposta e  nunca falta aos cultos. Gosto muito de vê-la na igreja, ela está sempre bem arrumadinha, suas roupas são sempre bem ajeitadas, o lenço da cabeça sempre combina com o vestido. Nesse dia ela estava com roupas amarelas que fica muito bem para elas. Como eu estava com a minha câmera fotográfica, tirei uma foto com ela e uma só dela também para registro da Igreja. Tentamos por todos os meios descobrir a sua idade, mas sem sucesso, ela não se lembrava, entre as várias coisas que perguntei para descobrir a idade, uma fez-me pensar de como as pessoas gravam na memória coisas que marcaram sua vida, perguntei a irmã Malê: O que a senhora lembra do tempo do portuguêses? Ela pensou um pouco e respondeu: No tempo dos “Tugas” (assim que eles chamavam os portuguêses na época de colonização), os tecidos para fazer roupas eram muito melhores do que os de hoje... Nossa, eu fiquei sem saber o que responder, nunca pensei numa resposta dessas, depois fiquei pensando será que isso  foi prioridade na vida dela, já que ela contou que foram os portuguêses que vestiram eles. Entendi que quando os portuguêses entraram na aldeia que ela morava, eles não se vestiam com roupas...
É muito bom conversar com as pessoas idosas daqui, elas contam histórias incríveis da Guiné.
Vou descobrir a idade dela, pois nós chegamos a conclusão de que ela pode ser a pessoa mais idosa da Igreja...

 
Quando eu descobrir mais histórias, passarei para o Blog e assim juntos, conheceremos mais sobre este povo...

Rachel Peres de Souza